terça-feira, 11 de outubro de 2011

Série "Eu Me Lembro" Parte 2: O lado feliz da minha infância



Minha irmã e eu (1989 - 3 anos)
 
 Eu e minha irmã (1990 - 4 anos)
Eu (1992 - 6 anos)

Fotos: Arquivos pessoais

   Desde bem pequena eu sempre fui curiosa, questionadora, sempre queria saber o "porque" das  coisas ou de onde vinham e como eram feitas. Cheguei a desmontar brinquedos para entender como funcionavam. O meu maior fascínio era entender os adultos e chegar ao mesmo nível de conhecimento. Eu ficava maravilhada de ver como eles sabiam e conheciam tantas coisas (e eu não). Minha fase de perguntar "por quê isso / por quê aquilo" diminuiu bem depois que comecei a aprender as coisas na escola, aos 7 anos (apesar da "professora bruxa", que gostava muito de estudar). Algo que sempre me frustrava nessa fase (*) era o fato de ter muitas perguntas não respondidas pelos adultos que eu conhecia. Minha mãe era a única que tinha paciência (e como tinha!) para responder às minhas perguntas e sempre era sincera quando não sabia de algo. Meu pai também respondia, mas como eu perguntava demais, e ele geralmente estava cansado do trabalho, nem sempre tinha paciência comigo [risos]. Quando perguntada algo a algum outro adulto, não só perguntas científicas, até mesmo "por que você está triste?" eu sempre recebia a mesma resposta: "Você é muito criança para entender isso!"
   Parece algo triste para eu escrever nesta postagem, não é mesmo?! A questão é que receber esse tipo de resposta me fazia perguntar a mim  mesma: "mas você nem tentou explicar, como sabe que não vou entender?". Isso me fez refletir no meu futuro como adulta (eu tinha 4 anos na época). Eu fiz uma promessa a mim mesma, que quando eu crescesse eu não trataria as crianças como "burras", pois elas são inteligentes, só precisam de atenção e paciência para demonstrarem isso; prometi também que sempre conversaria com as crianças, de igual para igual.
   É óbvio que não pensei com essas palavras, mas essa foi a ideia da minha promessa. E isso me influencia até os dias atuais. As pessoas podem me achar muito infantil quando "entro no mundo" das crianças ou até mesmo adolescentes, mas eu não ligo. Estou cumprindo uma promessa que fiz a mim mesma há 21 anos atrás. E isso só veio a acrescentar mais alegria à minha vida!


(*) - Fase que dura até hoje: amo o site de pesquisas Google, todos os canais Discovery, History Channel, revistas científicas... Tudo que envolva assuntos sobre a psicologia humana, nossa fisiologia, principalmente o funcionamento do cérebro.


CONTINUA...


PS: Como eu disse na primeira postagem da série "Eu Me Lembro": eu ri muito, brinquei muito, sorri muito. Então como esta postagem vai ser muito, muito, muito grande, optei por postar aos poucos,ir atualizando conforme minha "agenda e ânimo" estiverem de acordo!  ;)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Eu estou com a cabeça cheia de idéias, responsabilidades e compromissos... tenham paciência comigo, logo escrevo outra postagem!

Imagem: Google Search

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Corrigindo!



É bem complicado ser Bipolar e escrever em um blog  sobre ser Bipolar.
Relendo o que escrevi na postagem anterior, com a finalidade de corrigir erros de português e de concordância, percebi claramente algo que ouvi numa palestra sobre História Oral. A palestrante disse que aparte mais difícil de se montar uma história à partir de memórias é exatamente o fato de serem MEMÓRIAS. Nossa memória costuma ser seletiva e o ponto de vista varia de acordo com as experiências e emoções do momento presente, tornando parcial a história contada.
Tendo em vista essa verdade, imagine como é relembrar o passado se você estiver triste ou deprimido. Você vai acabar vendo tudo o que aconteceu de um ponto de vista negativo e vai se lembrar apenas dos momentos tristes.
Pois é, foi o que aconteceu comigo ontem. Aquilo tudo aconteceu sim, não inventei nada. Mas eu não escrevi as partes felizes. Ficou bem parcial a história da minha infância, já que eu estava triste e desanimada. Talvez tenha sido um dia de depressão leve, coisa que acontece quando seu psiquiatra reduz a dose de antidepressivo tricíclico (Pondera, cloridrato de paroxetina) que está te fazendo mal.


Então decidi editar a postagem anterior, colocando em cor roxa o que eu acrescentar ou modificar. Também pensei que seria melhor dividir a história da minha infância (e depois da adolescência) em duas  partes, ficando assim:


* Série "Eu Me Lembro" Parte 1: O lado sombrio da minha infância
* Série "Eu Me Lembro" Parte 2: O lado feliz da minha infância


Espero que assim vocês possam ter a história da minha infância completa e que também não fiquem com a impressão errada, como se eu tivesse querendo que tenham pena de mim ou então que tive uma mãe ausente, pois nada disso é verdade.
Também espero que essas informações sejam úteis,  ao serem analisados os comportamentos de uma criança  que na adolescência começou a apresentar sintomas do Transtorno Bipolar. Existem poucos relatos ou estudos sobre isso.
Agradeço especialmente ao Breno Melo, do blog Mastigando Estrelas, que me deu essa grande dica! (Breno: Continuo seguindo teu blog, apesar de quase não deixar comentários...Desculpe aí, amigo!)


Assim que der vou escrever a Parte 2.


E abraços a todos!