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quarta-feira, 27 de julho de 2016

TAG X TABH



    Já faz quase 9 meses desde a última postagem. Muita coisa aconteceu desde então. Consegui terminar o curso de INSS, mas não passei no concurso. E o TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) mudou completamente a maneira como tenho de lidar com o Transtorno Bipolar.

    No momento estou tentando me livrar da Venlafaxina (atualmente tomando 150mg). Esse remédio quase me matou. Eu tive uma anemia gravíssima. Precisei de duas aplicações de ferro na veia. Um baita susto. E esse remédio dilata a pupila dos olhos, que aumenta a pressão interna dos olhos. Descobri quando fui numa oftalmoligista que mediu a pressão nos meus olhos. Estava no limite (limítrofe). Ela ficou perplexa e disse que isso não é normal na minha idade. E lá foi a Francine ler as bulas dos remédios. É a maledeta Venlafaxina.

E como precisei que a dose desse veneno fosse diminuindo aos poucos, me encontro naquela famosa fase de adaptação dos medicamentos. Tentativa e erro. E até encontrar outra combinação de medicação, sigo nessa instabilidade.

    Por conta do TAG, minhas insônias se tornaram um campo de batalha. No início do ano tive começo de mania psicótica umas duas vezes. Cheguei a correr no psiquiatra 3 vezes na mesma semana, com medo de surtar geral. Não aguentava ficar na sala de espera, com crise forte do TAG. Cheguei a avisar a secretária e ficar sentada no chão, do lado de fora da clínica, com as lágrimas escorrendo sem meu consentimento. 

Agora estou tendo que tomar antipissicóticos. Sem a Quetiapina eu simplesmente não durmo. E fico louca, literalmente. Até o presente momento só durmo com a Quetiapina e 2mg de Alprazolam. Sem isso eu passo a noite toda acordada. Por vários dias. E fico psicótica.

    Sei que só tenho tido forças para passar por tudo isso, porque Deus tem me dado forças, o suficiente pra cada dia.


    Atualmente minha medicação é esta:

- T4 50mg
- Venlafaxina 150mg
- Lítio 750mg
- Pregabalina 75mg
- Quetiapina 200mg
- Alprazolam 2mg

    Já faz alguns meses, tenho estudado neurociência, lendo pesquisas sobre como o cérebro funciona, o efeito do estresse prolongado, uma parte do cérebro chamada Habênula que só recentemente começaram a entender seu funcionamento.

Eu leio direto dos sites de pesquisas neurocientíficas (ainda bem que entendo inglês!). Toda minha pesquisa é pra entender o que acontece em um cérebro bipolar, onde no cérebro que "dá pau" e que pode confirmar que transtornos psiquiátricos são FISIOLÓGICOS que afetam o psicológico e não o contrário.

    O grupo do whatsapp já existe, somos em 5 por enquanto, e o nome é "Um Dia de Cada Vez". Se mais alguém quiser participar, é só deixar seu número em um comentário.


    Agradeço cada um que deixou recado na minha última postagem. Me fez muito bem ler cada um deles. Pretendo retornar o carinho! Agora que tenho um celular decente, está bem mais fácil escrever no blog. Pretendo também escrever as minhas descobertas no campo neurocientífico.


    Abração pros meus queridos leitores 😊


sábado, 28 de novembro de 2015

Nuvem Negra

   


   Não estou com um pingo de vontade de escrever. Estou com um um nó no estômago. Mas isso não quer dizer muita coisa. Estou assim todos os dias há mais de duas semanas. Mãos tremendo, falta de ar, aperto no peito, vontade de sair correndo de onde quer que eu esteja e, às vezes, crises de choro. Pois é, o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) atacou com tudo. E não é só isso.
   Segunda (16/11) fui ao psiquiatra. Ele havia pedido vários exames de sangue. Foi quase uma seringa inteira, das grandes. Entre os exames tinha um da tireoide e outro de vitamina D. Resultado: deficiência de vitamina D e início de hipotireoidismo (por causa da dose maior de lítio - 750mg). Estou tomando 5000 UI de vitamina D por dia, hormônio e Lamotrigina 50mg (para depressão e ansiedade). Ele tirou a Olanzapina (graças a Deus!) que me engordou quase 20 quilos em três meses. Tive de comprar calça nova duas vezes e também calcinhas novas. É, é isso mesmo que você leu. Até comprei uma balança de chão no mesmo dia, pra ver se eu começo a emagrecer.
  Por causa da ansiedade já faltei no curso do INSS várias vezes. Mais falto do que vou. Teve um dia que no meio da aula começou a me dar crise de choro. Corri para o banheiro antes que alguém percebesse. Tentei ver se parava, mas só piorou. Estava com o celular no bolso, não pensei duas vezes. Saí na rua e liguei pro meu pai me buscar. Larguei tudo pra trás e nem avisei ninguém. Ainda bem que o pessoal não ficou perguntando muito no dia seguinte.
  Enquanto isso, vai demorar para a Lamotrigina fazer efeito, mas o efeito colateral de dar coceira já começou. Até lá, dá-lhe Alprazolan 1mg, daí eu acabo dormindo. E quando durmo tenho pesadelos loucos. Fico acordando várias vezes no meio da noite. E tenho um parente, que sei que me quer bem e que eu amo, que veio me dizer que minha doença é psicossomática (ou seja, da minha cabeça).
   No meio de toda essa nuvem negra, só não perco o meu chão por causa de Deus... Estaria perdida sem Ele.

  Agora, falando de outro assunto, queria criar um grupo do "Zapzap" para pessoas com problemas psiquiátricos ou para quem convive com alguém com problemas psiquiátricos (se quiserem conversar só comigo pode também, não precisa ter nenhuma doença pra isso... rs). É pra gente se ajudar, sabe?! É bom, pois não nos sentimos tão sozinhos no mundo. Podemos trocar experiências, ideias, um ombro amigo... Quem quiser participar, é só deixar um comentário com seu número. Não vou publicar o comentário, então ninguém vai ver. Não tenho ideias pro título do grupo, se alguém tiver, eu aceito sugestões!

  Agradeço a todos que deixaram um recadinho pra mim, foi bem reconfortante! Assim que eu der uma melhorada, visito o blog de vocês e retribuo o carinho. :)


   

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Depois de quase um ano...

É, não tenho escrito muita coisa por aqui, e sumi por um tempo. Eu não sabia o porquê de fazer isso, mas depois de assistir um filme cuja personagem principal é bipolar, entendi. No filme um rapaz escreve um livro sobre a história dela. Ela pergunta a ele porque ele quer fazer isso. Diz que é muita pretensão achar que alguém vai querer ler sobre ela...
Acho que parei de escrever por achar que não tinha algo importante para dizer. Como não havia nada interessante acontecendo na minha vida, não deveria escrever nada. Mas não comecei esse blog para impressionar ninguém, nem por me achar importante. Como o rapaz fala no filme, ele escreve sobre ela porque ninguém costuma partilhar as suas dores, e as pessoas precisam saber que não estão sozinhas... E é por isso que escrevo neste blog.
Costumo não ser uma pessoa perseverante, mas, olhando todos os blogs que eu seguia, 99% estão abandonados. Não existem mais trocas de comentários, às vezes sinto que escrevo para uma tela e nada mais. Mas não importa. Se o que escrevo ajudar uma única pessoa, este blog já cumpriu o seu propósito.

Então... preciso colocar os fatos em dia. Muita coisa aconteceu e muita coisa deixou de acontecer. Presenciei um assalto. Minha mãe teve uma convulsão por causa de um medicamento que tomava, eu e meu pai pensamos que ela estava morrendo, por não sabermos que se tratava de uma convulsão. Quando estava tentando um emprego como professora de inglês, tive um problema no quadril e acabei perdendo a oportunidade. Acabei desenvolvendo Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Mudei de psiquiatra. Ele me prescreveu remédio para o TAG e bupropiona para a depressão. Fiquei bem. Minha dálmata de 14 anos morreu. Comecei um curso para prestar concurso no INSS. A bupropiona deu o efeito colateral de prisão de ventre severa e o médico mudou meu antidepressivo para cloridrato de trazodona 150mg. Mais de um mês se passou e ainda estou com depressão. O médico aumentou para 300mg. Meu pé inchou, talvez seja o remédio... Estou observando. Mas se for por causa da medicação, terei de mudar de remédio outra vez, e será mais um mês deprimida, até fazer efeito.


Detesto essa fase de transição. Tem momentos que, do nada, sem motivo, me bate um desespero, uma vontade de chorar descontrolada. Todo dia lutar para levantar da cama, lutar para fazer as coisas mais simples. Fingir estar bem, disfarçar e sorrir para não ter de se explicar. Sentir que você não merece viver. Não que isso seja verdade. Não que eu acredite nisso. Mas a depressão não pede a sua opinião, ela simplesmente acontece.


O que me impulsona a seguir em frente é saber que minha vida não é minha, é de Deus e Ele está no controle de tudo. E saber que essa fase vai passar, como tudo na vida passa.


PS: Vou tentar responder a todos os comentários, e ler seus blogs, sempre que puder e com muito carinho :)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Situação Atual



Para aqueles que não conhecem a situação do meu pai (Pr. José Carlos):

Em novembro de 2010 ele foi diagnosticado portador do Mieloma Múltiplo. Desde então ele vem seguindo o tratamento da médica Hematologista do nosso convênio médico. Infelizmente, o tratamento administrado não fez o efeito desejado. Hoje fui com ele para Jaú (outra pessoa dirigiu, pois ele precisa permanecer deitado durante as 4 horas de viagem). Amanhã teremos a primeira consulta para saber qual será o próximo passo do tratamento. Pelo que nos adiantaram, primeiro vão colher a medula óssea que está saudável, depois serão administradas algumas sessões de quimioterapia bem forte, então ele passará por um período de repouso para depois fazerem o auto-transplante. Eu e minha família temos visto o cuidado de Deus em cada etapa dessa jornada. Deus tem trabalhado e moldado nosso caráter através dessa situação e cremos que assim que a obra for completada em nossas vidas, Deus curará meu pai (pois como sabemos, este câncer só é fatal se não for diagnosticado cedo, que não foi o caso dele). Acima de tudo, queremos que a vontade de Deus seja feita, a despeito do que humanamente pensamos ser melhor para nós.

Ore para Deus nos dar forças para enfrentar o que vem pela frente e para que Deus nos dê condições de comprar uma câmera filmadora (para filmar os estudos bíblicos do meu pai).

"...tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. (...) Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam." Tg 1.2,3 e 12

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Presa pelas circuntâncias

Preciso sair de casa, passear, sair com os amigos... Mas está difícil, sempre tem alguma coisa para atrapalhar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Notícias Importantes

Meu nível de concentração decaiu muito (muito mesmo,além do normal) depois que o psiquiatra diminuiu a dose de Pondera. Então eu vou listar umas coisas importantes que estão acontecendo no momento:


Coisas Positivas:
- Estou fazendo um curso de Design Gráfico;
- Estou trabalhando como Designer de Sobrancelhas e fiz o cartão de visitas;

















Clique na imagem para ampliar
- Em novembro vou para um acampamento (vou rever amigos, conhecer alguns pessoalmente e fazer novos amigos).

Coisas Negativas:
- Minha Fibromialgia está me causando muitas dores e fadiga/sono excessivos;
- A Fibromialgia da minha mãe também tem deixado ela com muitas dores e talvez ela esteja com um pouco de depressão;
- Dia 24 deste mês (antes de ontem) meu pai levou seus exames para a médica Hematologista. Estávamos confiantes de que o prognóstico seria positivo, mas descobrimos que o Mieloma está com outros focos, além do inicial (está corroendo algumas partes dos ossos da bacia dele). Ele terá de fazer o auto-transplante em uma cidade extremamente distante de onde moramos. Apesar de eu estar meio abalada com a notícia (todos estamos), nós cremos que Deus está no controle de tudo e que alguma bênção muito grande Ele nos trará através desta situação.


Aqueles que puderem orar por meu pai, nossa família agradece.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Corrigindo!



É bem complicado ser Bipolar e escrever em um blog  sobre ser Bipolar.
Relendo o que escrevi na postagem anterior, com a finalidade de corrigir erros de português e de concordância, percebi claramente algo que ouvi numa palestra sobre História Oral. A palestrante disse que aparte mais difícil de se montar uma história à partir de memórias é exatamente o fato de serem MEMÓRIAS. Nossa memória costuma ser seletiva e o ponto de vista varia de acordo com as experiências e emoções do momento presente, tornando parcial a história contada.
Tendo em vista essa verdade, imagine como é relembrar o passado se você estiver triste ou deprimido. Você vai acabar vendo tudo o que aconteceu de um ponto de vista negativo e vai se lembrar apenas dos momentos tristes.
Pois é, foi o que aconteceu comigo ontem. Aquilo tudo aconteceu sim, não inventei nada. Mas eu não escrevi as partes felizes. Ficou bem parcial a história da minha infância, já que eu estava triste e desanimada. Talvez tenha sido um dia de depressão leve, coisa que acontece quando seu psiquiatra reduz a dose de antidepressivo tricíclico (Pondera, cloridrato de paroxetina) que está te fazendo mal.


Então decidi editar a postagem anterior, colocando em cor roxa o que eu acrescentar ou modificar. Também pensei que seria melhor dividir a história da minha infância (e depois da adolescência) em duas  partes, ficando assim:


* Série "Eu Me Lembro" Parte 1: O lado sombrio da minha infância
* Série "Eu Me Lembro" Parte 2: O lado feliz da minha infância


Espero que assim vocês possam ter a história da minha infância completa e que também não fiquem com a impressão errada, como se eu tivesse querendo que tenham pena de mim ou então que tive uma mãe ausente, pois nada disso é verdade.
Também espero que essas informações sejam úteis,  ao serem analisados os comportamentos de uma criança  que na adolescência começou a apresentar sintomas do Transtorno Bipolar. Existem poucos relatos ou estudos sobre isso.
Agradeço especialmente ao Breno Melo, do blog Mastigando Estrelas, que me deu essa grande dica! (Breno: Continuo seguindo teu blog, apesar de quase não deixar comentários...Desculpe aí, amigo!)


Assim que der vou escrever a Parte 2.


E abraços a todos!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Série "Eu Me Lembro" Parte 1: O lado sombrio da minha infância

Ok, ok. Resolvi que vou escrever sobre a minha infância e adolescência, mas decidi que vou escrever por partes, porque eu não sei resumir, as postagens ficariam imensas, e eu ficaria bem cansada. 


Eu bebê, entre 8 e 9 meses de idade. (1986)


Não tenho lembranças de quando eu era bebê, é óbvio. Mas a minha mãe se lembra e conta as histórias tantas vezes que já me lembro de todos os detalhes. E algo que sempre me chamou a atenção era o fato de que eu chorava todos os dias, das 4 horas da tarde até as 7 horas da noite. E minha mãe podia fazer de tudo, até me pegar no colo e nada adiantava. Acredito que era depressão.
Tenho muitas lembranças vívidas de minha infância à partir dos 3 anos de idade. Me lembro que era uma criança triste, preferia brincar sozinha e não tinha muitos amigos. E que meus pais, apesar de serem ótimos comigo, carinhosos e sempre dizer que me amavam, eu sempre sentia que devia merecer aquele amor. Eu sempre achava que eles amavam mais a minha irmã mais velha do que a mim.
Eu era bem tímida, sempre que aparecia visita em casa eu corria para o quarto. Eu sentia uma ansiedade terrível. Pior era quando eu passava pela sala, tentando ao máximo não ser notada, e meu pai  me mandava voltar e cumprimentar a todos. Eu sentia como se tivesse levado um soco no estômago, o coração disparado. Sim, uma criança de 3 anos também pode ter problemas com ansiedade, pelo menos eu tive, e por muitos anos depois disso. Hoje ainda luto contra isso, mas é muito fraco, ainda mais se comparado a ansiedade extrema que senti até os 19 anos.
Também me lembro que vivia tendo pesadelos em que meus pais me abandonavam, ou que não se importavam comigo. E eu acordava no meio da noite aos prantos, soluçando, e chorava na porta do quarto dos meus pais até me cansar, e então voltava a dormir, com uma sensação de abandono, de vazio no peito. Isso aconteceu entre meus 3 anos e mais ou menos os 7 anos de idade.
Lembro-me que logo nas primeira série do primário, minha professora era terrível, fazia coisas absurdas, como prender um aluno na cadeira com fita adesiva, porque ele não ficava sentado. Mas essa nem era a pior parte. Para mim, o pior era a hora do recreio. Eu não conseguia fazer amizade com ninguém, e passava esse tempo contando os minutos para voltar para a classe.
Quando fui para a 2ª série, aos 8 anos, meus pais nos mudaram de escola (eu e minha irmã). Não me pergunte o que aconteceu neste ano de minha vida, pois não me lembro de  nenhum detalhe. Talvez tenha sido muito traumático para mim, não sei. As séries seguintes eu me lembro muito bem, e foram bem iguais.
Dos 9 aos 12 anos eu era bem tímida. Eu tive uma amiga em cada ano, e só. Era sempre uma menina, pois morria de vergonha dos meninos, e era assim como eu, tímida e rejeitada. Eu era quietinha, tirava as melhores notas da classe, queridinha da professora, rejeitada e humilhada pelos colegas. Me lembro que me chamavam de vários apelidos, sempre os meninos... As meninas me ignoravam, parecia que eu não existia. Eu sempre voltava para casa chorando. Eu passava o restante do dia em meu quarto, sentada no chão, fazendo meus trabalhinhos de artesanato, escrevendo, ou  então chorando.
A minha fuga era estudar, aprender coisas científicas, pesquisar e tentar entender o porque das coisas. Amava desenhar, escrever, e, atuar. Eu me sentava diante do espelho e fingia que meu reflexo era outra pessoa. Criava uma história, sempre de drama, eu interpretava com tanta intensidade que até chorava.
Em algumas palavras, minha infâcia (em partes) se resume em MEDO e TRISTEZA.


Não me levem a mal, eu brinquei muito, inveitei muito e também sorri muito. Creio que tive uma ótima infância, mas descrevi aqui apenas as situações que poderiam ser influência do meu Transtorno Bipolar, para análise.


Ufa! Acabei! [risos]

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conexão

Um vídeo que resume, em parte, a minha ausência:



Mas agora estou tentando criar um equilíbrio entre minhas amizades "ao vivo" e as cibernéticas. Estou voltando a me comunicar com amigos muito importantes para mim, mesmo que só os conheça pela internet. Mas não estou me limitando apenas ao computador. Me "conecto" a eles por telefone também! :)
Tenho pedido a Deus para me dar sabedoria, para não exceder no computador e para saber equilibrar as responsabilidades sem deixar completamente o computador. Como bipolar tenho essa tendência a excessos e minha personalidade não ajuda muito. :/
Apenas peço paciência... estou em fase de aprendizado. Estou voltando aos poucos!

Imagem: Pesquisa Google

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bênçãos



Bênçãos 
Laura Story
(Traduzido por Francine Galiano Pinto)

Nós oramos pedindo por bênçãos
Nós oramos pedindo por paz
Conforto para a família, proteção enquanto dormimos
Nós oramos pedindo por cura, por prosperidade
Nós oramos pedindo que Sua poderosa mão alivie nossos sofrimentos
Em todo o tempo o Senhor ouve cada necessidade pronunciada
Ainda assim, Seu amor é grande demais para nos dar coisas tão pequenas

Porque se Suas bênçãos chegam através de lágrimas
Se mil noites insones é o que é preciso para saber que o Senhor está perto
E se as provações desta vida são Suas misericórdias disfarçadas
  
Nós oramos pedindo por sabedoria
Para ouvir a Sua voz
Nós choramos de raiva quando não conseguimos sentir Sua presença
Nós duvidamos de Sua bondade, nós duvidamos do Seu amor
Como se cada promessa de Sua Palavra não fosse o suficiente
Em todo o tempo o Senhor escuta cada apelo desesperado
Enquanto nós temos fé para crer

Quando amigos nos traem
Quando o inimigo parece vencer
Nós sabemos que a dor relembra o coração
Que aqui não é o nosso lar

E se meus maiores desapontamentos
Ou as dores sofridas nessa vida
São a revelação de uma sede maior que esse mundo não pode satisfazer
E se as provações dessa vida
A chuva, as tempestades, as noites mais difíceis
São Suas misericórdias disfarçadas


PS: Que assim seja, Senhor!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Orem por favor...

A situação aqui em casa não está nada fácil. Minha mãe passou de fase psicótica para fase de mania (ainda bem, já não está tão mal), meu pai com a pressão desregulada...
Peço que orem para que Deus me dê forças.
Obrigada.
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08/07/2011 (Sexta-feira)
Escrevi esta pequena postagem com muita pressa, e, acredito eu, não me expliquei muito bem e posso acabar sendo mal interpretada por falta de detalhes.


Todo ano, nos meses de inverno (junho, julho) minha mãe entra em crise. Um misto de depressão, angústia e nervosismo explosivo. E neste ano acrise está demorando muito mais que o normal para passar. Quem é mulher sabe o que é passar por TPM (Tensão Pré Menstrual), multipliquem isso por 1000 e talvez cheguem perto de entender como minha mãe está. Eu e minha amiga (que está passando as férias aqui em casa) estamos dando  todo o apoio a ela, ajudando, orando, consolando. Ela já foi ao psiquiatra duas vezes, ele mudou os medicamentos e estamos observando se há alguma melhora. Depois de descansar bem, após der tomado uma dose alta de calmante via intravenosa, ela melhorou um pouco. Mas continua muito ansiosa e depressiva.


Em meio a  tudo isso, meu pai tem tido problemas com a pressão arterial e alguns efeitos colaterais do tratamento do Mieloma. Ele já está quase curado, mas faltam alguns procedimentos para se livrar completamente do câncer. Tais procedimentos sempre alteram sua pressão e ele fica muito preocupado, o que agrava a situação. Eu e minha amiga também estamos dando todo o suporte a ele, inclusive alguns amigos de meu pai também ajudam quando nós duas não temos condições.


Creio que Deus está no controle de tudo isso, mas estar bem espiritualmente e estar bem mentalmente são coisas bem diferentes. Eu tenho notado que toda a pressão, o desgaste físico e mental já estão me derrubando aos poucos. Minha amiga que é plenamente saudável já não está muito bem, e logo voltará aos estudos, então serei só eu e meus pais. Pedi para que orassem para que Deus me desse forças, para que eu não fique mal do Transtorno Bipolar, e que fisicamente eu aguente ajudar nos afazeres de casa e cuidar de meus pais. Pois se eu entrar em depressão (por causa de muita tensão e cansaço), minha mãe vai piorar por minha causa, e meus pais ficarão sem meu apoio.


Algum dia ainda vou contar a vocês as bênçãos que Deus trouxe através de todas essas provações. Com toda certeza!




terça-feira, 7 de junho de 2011

Como uma Crisálida






Trechos do livro "Um Mês para Viver" (de Kerry e Chris Shook, editora Mundo Cristão), que Deus usou para falar comigo:
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Capítulo/Dia 18
FURACÕES - Suportando os ventos da mudança

Tudo o que vejo me ensina a confiar no Criador em tudo aquilo que não vejo.
- Ralph Waldo Emerson

Se não gosta de alguma coisa, mude-a.
Se não puder mudá-la, mude sua atitude. Não reclame.
- Maya Angelou

[...] A natureza humana nos inclina a olhar apenas para os problemas imediatos e seus efeitos colaterais, em vez de tentar enxergar um resultado potencialmente positivo. Nós nos tornamos negativos e deprimidos e ficamos desesperados para fugir da dor e do desconforto, em vez de olhar além, na direção dos efeitos a longo prazo. É comum culparmos a Deus e ficarmos amargurados pelo fato de Ele não suavizar imediatamente nossa situação.
Deus não provoca as mudanças dolorosas na vida, mas as usa e deseja produzir o bem a partir delas. Uma maneira de Ele fazer isso é promover o crescimento de nosso caráter. O psicólogo John Towsend diz que a imaturidade é o desejo de que a realidade se adapte a você. Durante as tempestades, as pessoas imaturas pensam: Se a realidade for como quero, serei realmente feliz e me sentirei bem. A maturidade, em contrapartida, adapta-se à realidade. Não é fácil. Somos forçados a reconhecer nossas fraquezas, deixar de lado nosso jeito de fazer as coisas e entrar em sintonia com um ritmo diferente e às vezes irritante. [...]
A realidade exige que mudemos nossa maneira de ver o mundo. A perspectiva também pode ajudar-nos a clarear nossas prioridades. [...] Em nossa rotina e por nosso jeito de ser, contudo, é comum perdermos de vista o que é mais importante. A mudança pode deixar nossas prioridades mais claras e iluminar aquilo que de fato importa. [...]
Você precisa de uma âncora que nunca se altera: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre" (Hb 13:8). Ainda que tudo mude à sua volta, Deus nunca muda. Ele é o mesmo Deus desde os tempos bíblicos. Ele pode realizar o mesmo milagre em sua vida hoje e será o mesmo Deus amanhã. [...]
Quando os ventos do furacão soprarem em sua vida, lembre-se de que Deus sabe exatamente onde você está. Talvez você tenha a impressão de que Deus está em algum outro lugar distante e o deixou completamente sozinho. Ainda que não sinta sua presença, Deus está com você. Ele está por trás da tempestade, além da tempestade, sempre ali, esperando você, sempre presente.
Nesse exato momento, à medida que as nuvens se juntam e os ventos aumentam, você pode imaginar que uma tempestade começa a rodear a sua vida. Você está com medo, irado, deprimido, ansioso. Você não vê a hora de sair dessa. [...] Mas você vai conseguir. Deus vai ajudá-lo com a âncora inabalável de sua presença. [...]
"'Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-lo prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.'" (Jr 29:11). Não importa quanto a tempestade seja devastadora, Ele vai ajudar a passar por ela. [...]

Lembre-se: você não pode escolher as provações de sua vida, mas sim sua reação diante delas.

Como se pode virar borboleta?... É preciso ter uma vontade tão grande de voar a ponto de desistir de ser lagarta. 
Trina Paulus

(páginas 169, 171-175)
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O capítulo inteiro é bem grande, então grifei as partes mais importantes para colocar aqui. Espero que este texto possa ajudar a vocês, assim como me ajudou. Ainda outros capítulos posteriores deste livro, como também outros textos do livro de devocional diário "Mananciais no Deserto v.1" falaram muito ao meu coração. Deus ouviu minha oração que escrevi na postagem "Deus, me ajude!". E ainda pude olhar para todo esse período que estive sem depressão (mais ou menos dois meses) e pude perceber, maravilhada, que Deus me ensinou e me deu várias ferramentas para enfrentar essa depressão que está por vir. Tenho certeza que desta vez não irei mergulhar de cabeça nos pensamentos negativos, como nas outras vezes, que não vou me entregar, vencida, para a depressão. Vai ser difícil? Vai. Mas sempre peço a Deus que me transforme, e para sermos transformados precisamos que Deus nos permita passar por situações difíceis. Mas Ele sempre está junto e controlando tudo. A mim basta apenas confiar!