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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Blogagem Coletiva à vista, entre outras coisas...

Ai gente, desculpem-me a demora para escrever novamente. Tenho um bom motivo! Espero que gostem :)
Estou preparando uma blogagem coletiva. É, eu também não sabia como funcionava, então dei uma pesquisada. Você monta um tema sobre algum assunto que muitas pessoas podem se identificar. Então coloca alguns tópicos para que outras pessoas possam responder, e convida outros blogueiros para participar. É divertido, pois acabamos nos conhecendo melhor. Só para deixá-los curiosos, o tema será: "3 maneiras de lembrar". 
O que acham? Quem gostar e quiser participar, escreva seu e-mail nos comentários para que eu possa enviar o kit da blogagem :D

   Agora, queria falar sobre algo que aconteceu essa semana. No dia 14 (quarta-feira) eu li o blog Writerapia, acabei me identificando com o mesmo problema que ele: falta de auto-disciplina. Eu já sabia que tinha esse defeito, mas nunca parei para pensar no assunto até ler a postagem desse blog (muito bom por sinal). Sabe... já tive sérios problemas para perdoar até meus 18 anos. Eu só não sabia disso. Achava normal lembrar do ocorrido e sentir raiva, muita raiva. Mas eu descobri em tempo, ainda bem. Mas como eu iria mudar isso? Pedi ajuda a Deus. Depois de alguns dias, veio em minha mente algo óbvio, mas que eu não havia pensado antes: se Deus, que é perfeito, perdoou TODOS os pecados da humanidade, quem sou eu para não perdoar? E nos meses seguintes uma transformação aconteceu. E nunca mais mantive mágoa de ninguém. Posso ficar brava, magoada, no momento em que algo acontece, mas esse sentimento não se estende por muito tempo. Deixei de carregar uma tonelada no peito. Me sinto livre a esse respeito.
   E teve outra coisa também. Eu tive sérios problemas de timidez extrema, e estava chegando em um nível doentio. Não conseguia comer na frente de outras pessoas, me sentia nervosa sempre que estava em público. Quase não falava. Então eu percebi como aquilo estava me aprisionando, me impedindo de fazer coisas normais e sei que Deus devia ficar triste por me ver daquela maneira. Fiz o mesmo que da outra vez. Falei: "Deus, não faço a menor ideia de como mudar isso, mas sei que o Senhor pode. Me transforma!" Se passaram alguns dias, e outra coisa me veio a mente. O problema é que eu me importava demais com o que os outros pensavam de mim, e de menos com o que Deus pensava a meu respeito. A transformação demorou uns 5 anos para se completar. Hoje falo demais e sou cara-de-pau! [risos]
   Existe algo que Deus não pode mudar? E foi isso que me levou a orar pela minha falta de auto-disciplina. No sábado de manhã, estava no curso, e o professor estava falando sobre o que nos levava a continuar indo às aulas. Então mostrou um livro grosso, chamado "O Poder do Hábito" de Charles Duhigg. É claro que pedi emprestado! Já estou na página 102, e adivinhem... Fala sobre auto-disciplina e como mudar hábitos ruins. Tem tudo o que eu gosto, como pesquisas científicas, psicologia, histórias reais de pessoas... Enfim, tudo o que eu preciso para mudar. Tenho certeza de que vou superar mais esse defeito, com a ajuda de Deus. Vai demorar eu sei, mas algum dia me verei livre desse hábito terrível. Já comecei a pedalar na bicicleta ergométrica e estou fechando a boca. Quero perder uns 5 quilos, dos 14 que ganhei depois de começar a tomar Olanzapina.
   Vou contando pra vocês das minhas vitórias e derrotas. Sim, derrotas. Elas fazem parte da caminhada até o sucesso. ;)


terça-feira, 7 de junho de 2011

Como uma Crisálida






Trechos do livro "Um Mês para Viver" (de Kerry e Chris Shook, editora Mundo Cristão), que Deus usou para falar comigo:
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Capítulo/Dia 18
FURACÕES - Suportando os ventos da mudança

Tudo o que vejo me ensina a confiar no Criador em tudo aquilo que não vejo.
- Ralph Waldo Emerson

Se não gosta de alguma coisa, mude-a.
Se não puder mudá-la, mude sua atitude. Não reclame.
- Maya Angelou

[...] A natureza humana nos inclina a olhar apenas para os problemas imediatos e seus efeitos colaterais, em vez de tentar enxergar um resultado potencialmente positivo. Nós nos tornamos negativos e deprimidos e ficamos desesperados para fugir da dor e do desconforto, em vez de olhar além, na direção dos efeitos a longo prazo. É comum culparmos a Deus e ficarmos amargurados pelo fato de Ele não suavizar imediatamente nossa situação.
Deus não provoca as mudanças dolorosas na vida, mas as usa e deseja produzir o bem a partir delas. Uma maneira de Ele fazer isso é promover o crescimento de nosso caráter. O psicólogo John Towsend diz que a imaturidade é o desejo de que a realidade se adapte a você. Durante as tempestades, as pessoas imaturas pensam: Se a realidade for como quero, serei realmente feliz e me sentirei bem. A maturidade, em contrapartida, adapta-se à realidade. Não é fácil. Somos forçados a reconhecer nossas fraquezas, deixar de lado nosso jeito de fazer as coisas e entrar em sintonia com um ritmo diferente e às vezes irritante. [...]
A realidade exige que mudemos nossa maneira de ver o mundo. A perspectiva também pode ajudar-nos a clarear nossas prioridades. [...] Em nossa rotina e por nosso jeito de ser, contudo, é comum perdermos de vista o que é mais importante. A mudança pode deixar nossas prioridades mais claras e iluminar aquilo que de fato importa. [...]
Você precisa de uma âncora que nunca se altera: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre" (Hb 13:8). Ainda que tudo mude à sua volta, Deus nunca muda. Ele é o mesmo Deus desde os tempos bíblicos. Ele pode realizar o mesmo milagre em sua vida hoje e será o mesmo Deus amanhã. [...]
Quando os ventos do furacão soprarem em sua vida, lembre-se de que Deus sabe exatamente onde você está. Talvez você tenha a impressão de que Deus está em algum outro lugar distante e o deixou completamente sozinho. Ainda que não sinta sua presença, Deus está com você. Ele está por trás da tempestade, além da tempestade, sempre ali, esperando você, sempre presente.
Nesse exato momento, à medida que as nuvens se juntam e os ventos aumentam, você pode imaginar que uma tempestade começa a rodear a sua vida. Você está com medo, irado, deprimido, ansioso. Você não vê a hora de sair dessa. [...] Mas você vai conseguir. Deus vai ajudá-lo com a âncora inabalável de sua presença. [...]
"'Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-lo prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.'" (Jr 29:11). Não importa quanto a tempestade seja devastadora, Ele vai ajudar a passar por ela. [...]

Lembre-se: você não pode escolher as provações de sua vida, mas sim sua reação diante delas.

Como se pode virar borboleta?... É preciso ter uma vontade tão grande de voar a ponto de desistir de ser lagarta. 
Trina Paulus

(páginas 169, 171-175)
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O capítulo inteiro é bem grande, então grifei as partes mais importantes para colocar aqui. Espero que este texto possa ajudar a vocês, assim como me ajudou. Ainda outros capítulos posteriores deste livro, como também outros textos do livro de devocional diário "Mananciais no Deserto v.1" falaram muito ao meu coração. Deus ouviu minha oração que escrevi na postagem "Deus, me ajude!". E ainda pude olhar para todo esse período que estive sem depressão (mais ou menos dois meses) e pude perceber, maravilhada, que Deus me ensinou e me deu várias ferramentas para enfrentar essa depressão que está por vir. Tenho certeza que desta vez não irei mergulhar de cabeça nos pensamentos negativos, como nas outras vezes, que não vou me entregar, vencida, para a depressão. Vai ser difícil? Vai. Mas sempre peço a Deus que me transforme, e para sermos transformados precisamos que Deus nos permita passar por situações difíceis. Mas Ele sempre está junto e controlando tudo. A mim basta apenas confiar!






terça-feira, 12 de abril de 2011

Eu, uma Negaólatra!

Ontem acordei com vontade de dormir, com vontade de não existir. 'Almocei-jantei' e voltei para a cama.
"Desanimada" nem chega perto do que eu realmente estava. Com certeza 30mg de Pondera não é a dose certa para mim. Não vejo a hora de me consultar com o médico de novo.
Eu até escrevi num caderno, de madrugada, o que iria postar aqui, mas desisti. Acordei menos mal hoje, não me sinto tão deprimida mais. O que escrevi foi um desabafo cheio de desesperança e negativismo, não merece ser partilhado.
Já contei que sou uma pessoa muito negativa? Muito, mas MUITO mesmo. Eu tenho esperança e sou positiva para todas as pessoas do mundo, menos para mim. Minha mãe me falava isso às vezes, mas sempre achei exagero. No meio da arrumação do meu quarto eu achei um livro que me chamou à atenção. O título dizia "Negaólatra", ou seja, vício em negativismo. Fiz o teste para saber o nível do meu negativismo e olha só: deu o nível mais alto. Assustada eu acabei lendo o livro e  acordei para a vida. Eu me critico o tempo inteiro, acho sempre que tudo vai dar errado no final para mim. Parece até que me odeio como a ninguém mais. Vivo me sabotando, de maneira semi-consciente. Percebi que faço isso desde que era criança, sufoquei meu lado positivo e  me viciei nesse modo sombrio de pensar e viver.
Agora estou tentando me tratar como se eu estivesse lidando com minha melhor amiga. Assim que percebo um pensamento crítico e negativo vou logo intervindo: "As coisas NÃO são assim, se você se esforçar você consegue!", ou então "Tudo bem, você tem esse defeito, mas pode mudar, é só ter paciência com você mesma!". 
Ainda tenho minhas recaídas e penso que ontem foi uma delas. Eu "abracei" meu pensamentos negativos como sendo a verdade. O livro avisa que isso pode acontecer, mas para permanecer firme no propósito.
Tenho Deus me ajudando, então tenho certeza que vou vencer esse vício.