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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Um dia após o outro

   Sabe... o que me ajuda a seguir em frente, apesar de tudo, foi uma escolha que tomei aos sete anos de idade. Eu era bem nova, mas sabia muito bem o que estava fazendo. Me lembro ainda daquele dia. Não sei, acho que as depressões ainda na infância me levaram a amadurecer mais cedo que o normal. Eu escolhi dar a minha vida para Deus, escolhi não ser mais dona de mim mesma. E desde então eu tenho essa certeza, de que Deus está a todo momento comigo. Sinto Sua presença... dentro de mim vem uma voz me consolando, me orientando, dizendo que me perdoa. Isso não tem preço.
   Uma coisa que mais detesto de passar por depressão, é que parece que minha alma se apaga... que ela fica surda à voz de Deus. Não consigo sentir Sua presença. Mas me resta a certeza, a fé, que não precisa sentir, não precisa ver para crer. No momento meu chão sumiu, os piores pensamentos surgem na minha mente, entram de supetão, arrombando as janelas do meu coração. Me vem a sensação de que não mereço viver, que minha vida não tem valor... Mas me lembro de que "uma alma vale mais que o mundo inteiro" para Deus. Jesus morreu em meu lugar, pois eu tenho valor. Mesmo que eu não sinta que tenho valor, para Ele eu tenho. E isso me basta. Me basta para que, apesar de todo sentimento angustiante e desesperador, eu siga adiante. E é isso que estou fazendo no momento. Estou colocando um pé atrás do outro, mesmo sem vontade.
   Essa depressão vai passar, como tantas outras passaram. Só preciso viver o hoje, sem pensar no amanhã, pois "basta cada dia o seu próprio mal" (Mateus 6.34).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Corrigindo!



É bem complicado ser Bipolar e escrever em um blog  sobre ser Bipolar.
Relendo o que escrevi na postagem anterior, com a finalidade de corrigir erros de português e de concordância, percebi claramente algo que ouvi numa palestra sobre História Oral. A palestrante disse que aparte mais difícil de se montar uma história à partir de memórias é exatamente o fato de serem MEMÓRIAS. Nossa memória costuma ser seletiva e o ponto de vista varia de acordo com as experiências e emoções do momento presente, tornando parcial a história contada.
Tendo em vista essa verdade, imagine como é relembrar o passado se você estiver triste ou deprimido. Você vai acabar vendo tudo o que aconteceu de um ponto de vista negativo e vai se lembrar apenas dos momentos tristes.
Pois é, foi o que aconteceu comigo ontem. Aquilo tudo aconteceu sim, não inventei nada. Mas eu não escrevi as partes felizes. Ficou bem parcial a história da minha infância, já que eu estava triste e desanimada. Talvez tenha sido um dia de depressão leve, coisa que acontece quando seu psiquiatra reduz a dose de antidepressivo tricíclico (Pondera, cloridrato de paroxetina) que está te fazendo mal.


Então decidi editar a postagem anterior, colocando em cor roxa o que eu acrescentar ou modificar. Também pensei que seria melhor dividir a história da minha infância (e depois da adolescência) em duas  partes, ficando assim:


* Série "Eu Me Lembro" Parte 1: O lado sombrio da minha infância
* Série "Eu Me Lembro" Parte 2: O lado feliz da minha infância


Espero que assim vocês possam ter a história da minha infância completa e que também não fiquem com a impressão errada, como se eu tivesse querendo que tenham pena de mim ou então que tive uma mãe ausente, pois nada disso é verdade.
Também espero que essas informações sejam úteis,  ao serem analisados os comportamentos de uma criança  que na adolescência começou a apresentar sintomas do Transtorno Bipolar. Existem poucos relatos ou estudos sobre isso.
Agradeço especialmente ao Breno Melo, do blog Mastigando Estrelas, que me deu essa grande dica! (Breno: Continuo seguindo teu blog, apesar de quase não deixar comentários...Desculpe aí, amigo!)


Assim que der vou escrever a Parte 2.


E abraços a todos!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Série "Eu Me Lembro" Parte 1: O lado sombrio da minha infância

Ok, ok. Resolvi que vou escrever sobre a minha infância e adolescência, mas decidi que vou escrever por partes, porque eu não sei resumir, as postagens ficariam imensas, e eu ficaria bem cansada. 


Eu bebê, entre 8 e 9 meses de idade. (1986)


Não tenho lembranças de quando eu era bebê, é óbvio. Mas a minha mãe se lembra e conta as histórias tantas vezes que já me lembro de todos os detalhes. E algo que sempre me chamou a atenção era o fato de que eu chorava todos os dias, das 4 horas da tarde até as 7 horas da noite. E minha mãe podia fazer de tudo, até me pegar no colo e nada adiantava. Acredito que era depressão.
Tenho muitas lembranças vívidas de minha infância à partir dos 3 anos de idade. Me lembro que era uma criança triste, preferia brincar sozinha e não tinha muitos amigos. E que meus pais, apesar de serem ótimos comigo, carinhosos e sempre dizer que me amavam, eu sempre sentia que devia merecer aquele amor. Eu sempre achava que eles amavam mais a minha irmã mais velha do que a mim.
Eu era bem tímida, sempre que aparecia visita em casa eu corria para o quarto. Eu sentia uma ansiedade terrível. Pior era quando eu passava pela sala, tentando ao máximo não ser notada, e meu pai  me mandava voltar e cumprimentar a todos. Eu sentia como se tivesse levado um soco no estômago, o coração disparado. Sim, uma criança de 3 anos também pode ter problemas com ansiedade, pelo menos eu tive, e por muitos anos depois disso. Hoje ainda luto contra isso, mas é muito fraco, ainda mais se comparado a ansiedade extrema que senti até os 19 anos.
Também me lembro que vivia tendo pesadelos em que meus pais me abandonavam, ou que não se importavam comigo. E eu acordava no meio da noite aos prantos, soluçando, e chorava na porta do quarto dos meus pais até me cansar, e então voltava a dormir, com uma sensação de abandono, de vazio no peito. Isso aconteceu entre meus 3 anos e mais ou menos os 7 anos de idade.
Lembro-me que logo nas primeira série do primário, minha professora era terrível, fazia coisas absurdas, como prender um aluno na cadeira com fita adesiva, porque ele não ficava sentado. Mas essa nem era a pior parte. Para mim, o pior era a hora do recreio. Eu não conseguia fazer amizade com ninguém, e passava esse tempo contando os minutos para voltar para a classe.
Quando fui para a 2ª série, aos 8 anos, meus pais nos mudaram de escola (eu e minha irmã). Não me pergunte o que aconteceu neste ano de minha vida, pois não me lembro de  nenhum detalhe. Talvez tenha sido muito traumático para mim, não sei. As séries seguintes eu me lembro muito bem, e foram bem iguais.
Dos 9 aos 12 anos eu era bem tímida. Eu tive uma amiga em cada ano, e só. Era sempre uma menina, pois morria de vergonha dos meninos, e era assim como eu, tímida e rejeitada. Eu era quietinha, tirava as melhores notas da classe, queridinha da professora, rejeitada e humilhada pelos colegas. Me lembro que me chamavam de vários apelidos, sempre os meninos... As meninas me ignoravam, parecia que eu não existia. Eu sempre voltava para casa chorando. Eu passava o restante do dia em meu quarto, sentada no chão, fazendo meus trabalhinhos de artesanato, escrevendo, ou  então chorando.
A minha fuga era estudar, aprender coisas científicas, pesquisar e tentar entender o porque das coisas. Amava desenhar, escrever, e, atuar. Eu me sentava diante do espelho e fingia que meu reflexo era outra pessoa. Criava uma história, sempre de drama, eu interpretava com tanta intensidade que até chorava.
Em algumas palavras, minha infâcia (em partes) se resume em MEDO e TRISTEZA.


Não me levem a mal, eu brinquei muito, inveitei muito e também sorri muito. Creio que tive uma ótima infância, mas descrevi aqui apenas as situações que poderiam ser influência do meu Transtorno Bipolar, para análise.


Ufa! Acabei! [risos]

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Por que ninguém comenta mais no meu blog?
Ah! De que adianta perguntar? Ninguém vai responder mesmo.